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Hugo Baroni Cineasta
Hugo Baroni
Diretor e Roteirista

Crítica - Lee Cronin's The Mummy

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À Sombra de Evil Dead Rise The Mummy , de Lee Cronin, cumpre o que propõe por muito pouco. Para quem esperava uma contagem de corpos semelhante à Evil Dead Rise , o sentimento que fica é morno. Embora o filme flerte com essa brutalidade e seja esteticamente semelhante ao Rise, ele não entrega o mesmo impacto, o que não é necessariamente um problema, afinal, são franquias e filmes diferentes. O problema é que The Mummy fica muito aquém do esperado mesmo para sua proposta. A direção de Cronin é característica e extremamente semelhante à de Rise, inclusive na escolha de planos e na ambientação em espaços fechados e claustrofóbicos. É uma direção que cumpre bem o seu papel, mas falha em inovar. O Abuso do Split Diopter O filme tropeça em escolhas técnicas questionáveis, como o uso excessivo e desnecessário da técnica split diopter . O diretor já havia explorado esse recurso em Rise, mas aqui ele é utilizado 19 vezes (se não contei errado), o que acaba incomod...

Crítica - The Drama

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Entre o Trailer e a Surpresa Fui assistir The Drama sem saber exatamente o que esperar, tendo visto apenas um trailer que não entrega muito da história. Entrei na sala às cegas, mas saí feliz ao perceber que o filme soube desenvolver bem sua premissa e entregar aquilo que se propõe, com uma mensagem clara. Para mim, o roteiro é o ponto forte da obra. Embora não esteja isento de falhas, ele desenvolve com competência tudo que se propõe a fazer. Os personagens e suas motivações são bem trabalhados, assim como os diálogos. Quando a Mise em Scène funciona Não há nada expositivo, tudo o que é dito ou não dito é mostrado em cena, um mérito da direção de Kristoffer Borgli , que guia o espectador a uma narrativa diferente. Em muitos momentos, a mise em scène fala por si só ou auxilia o texto, justamente como deve ser. Um exemplo dessa composição que serve ao texto acontece após o personagem de Robert Pattinson dizer que está tudo bem entre eles, mas o filme corta...

Crítica - If I Had Legs I’d Kick You

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Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (If I Had Legs I’d Kick You) não é um filme comum, é uma experiência claustrofóbica. A direção de Mary Bronstein nos prende em uma narrativa formada por planos fechados, sem espaço para respirar. Quase não há planos abertos, a câmera está sempre perto, íntima, nos forçando a encarar de forma angustiante a rotina caótica de Linda, interpretada por Rose Byrne em seu auge. O Enquadramento como Prisão A escolha da direção é clara, o isolamento através do enquadramento. O foco está em Linda, com um fundo neutro ou desfocado. Isso serve para separar Linda do cenário, destacando sua solidão. Mas a mise en scène e o design de produção brilham quando o desfoque é deixado de lado para revelar algo, como o apartamento de Linda bagunçado, que reflete o estado de sua vida. Outra escolha da direção é a ausência dos outros personagens na tela. Apesar de serem peças fundamentais na vida de Linda, alguns personagens não aparecem em tela até o fim do film...